Título de cidadão honorário provoca bate-boca
O clima quase esquentou entre os vereadores Dejair Machado (DEM) e Ademir Braz de Sousa (PMDB), durante a sessão da câmara Municipal de Brusque realizada na noite de ontem (6). A razão: um decreto Legislativo para concessão de título de cidadão honorário. No caso, a honraria foi concedida ao delegado Alonso Moro Torres, a partir de pedido feito pelo também vereador Eduardo Hoffmann (PDT).
Tudo começou quando o democrata Dejair Machado pediu a palavra e, através de um requerimento, pediu que fosse decidido pelo voto aberto para a concessão ou não dos títulos de cidadãos honorários. O atual regimento prevê em determinados temas que o voto seja secreto. E esse é um deles. De imediato, o pedido causou reboliço na base de apoio ao governo, com a qual vota Ademir. Valmir Coelho Ludvig (PT) provocou, dizendo que deveria ser aberto também o voto para análise das contas do Executivo, em menção ao caso que envolve o ex-prefeito Ciro Roza (DEM).
Machado defendeu seu requerimento, alegando que a iniciativa seria para que ninguém se escondesse na hora de decidir sobre os títulos. O foco era justamente Braz de Souza e o título a ser concedido a Alonso Moro Torres, tido como desafeto dentro do meio policial. Os comentários irritaram Ademir que, aos berros, subiu à tribuna dizendo que não aceitava discussão sobre seu voto, que seria contrário à concessão da honraria ao delegado. "Não aceito discussão em cima de meu voto, senhor presidente", esbravejou o peemedebista, levando o presidente da Casa, Vilmar Bunn (PDT), a pedir que se contivesse.
Na votação do decreto que concede o título ao delgado Alonso Torres, o vereador Ademir Braz de Sousa manteve a palavra e votou contra. Já os colegas de bancada, Valmir Ludvig e Edson Rubem Muller (PP), se abstiveram. O decreto foi aprovado. Além de Alonso Torres, serão agraciados Winiton Maluche, Antonio Walter Mariani, Luiz Elias Valle e José Carlos Loos.


